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Andreas Valentin
É fotógrafo, curador e pesquisador. Foi aluno de Hélio Oiticica de 1959 a 1966. É doutor em história social (UFRJ) e professor adjunto de fotografia na Uerj. Coordena curso de pós-graduação em fotografia no Iuperj/Ucam. Em 2004 foi vencedor do Prêmio Pierre Verger de Fotografia da Associação Brasileira de Antropologia. Publicou, entre outros: três livros sobre o Festival de Parintins; Saara Rio de Janeiro (Barléu, 2010) e A Fotografia Amazônica de George Huebner (Nau, 2012).

Thomas Valentin
É engenheiro e fotógrafo. Atuou por mais de 40 anos em empresas multinacionais de bens de capital, tendo presidido companhias no Brasil, EUA e Ásia. Colaborou com Hélio Oiticica em diversas obras, destacando-se Cosmococa 6, realizada em Nova Iorque em 1973 e montada em fevereiro de 2013 durante o Festival de Cinema de Berlim. Também em 2013, realizou a exposição de fotografias “No exit/sem saída”, no Centro Cultural da Justiça Federal, Rio de Janeiro.

Hélio Oiticica (1937 - 1980)
Artista plástico brasileiro cuja característica principal foi a experimentação, realizou sua obra a partir de 1954. Entre 1955 e 1956 participou do Grupo Frente. A partir daí desenvolveu trabalhos que passaram da arte abstrata e concreta (1955-1958) para um período de transição com suas Invenções e Pinturas brancas, saindo então da parede para o espaço, com seus Bilaterais e Relevos espaciais. Em 1960, começou a pensar sua obra com a participação do espectador, os Núcleos, e realizou seu primeiro penetrável, o PN1 e a maquete do projeto Cães de caça. Fez os primeiros Bólides em 1963 e dois anos depois surpreendeu os críticos e instituições de arte quando apresentou pela primeira vez seus Parangolés com passistas da Mangueira na exposição coletiva Opinião 65, no MAM, Rio de Janeiro.

Em 1967, mostrou na exposição “Nova objetividade brasileira” a obra Tropicália penetráveis PN2 e PN3. Realizou individual na Galeria Whitechapel, em Londres com curadoria do crítico inglês Guy Brett, em 1969. No ano seguinte viajou para Nova York como bolsista da Fundação Guggenheim, onde iniciou a série de projetos denominados Tropicália subterranean projects in newyorkaises. Em 1973, criou o conceito quasi-cinema e a série Bloco-experiências in Cosmocococa-program in progress em parceria com Neville de Almeida (CC1 a CC5) e Thomas Valentin (CC6).  Nos anos seguintes, trabalhou em diferentes projetos, entre eles, parangolés, maquetes, plantas, projetos para performances e penetráveis da série Magic square.

Retornou ao Rio de Janeiro em 1978 e trabalhou em novos projetos como os Topological ready-made landscapes, Ready contructible nº 1, apropriações, manifestações coletivas e penetráveis.

Ana Maria Bonjour
Atua na criação, coordenação e produção de eventos de arte, tendo produzido os festivais Anima Mundi, Primavera dos Livros e as exposições “HélioOiticica museu é o mundo” e “Penetráveis”, entre outras. Trabalha com um coletivo de artistas na performance Aplique de carne, que recebeu o prêmio da Funarte em 2013. Atualmente faz a produção do projeto Salas de Laboratório para o Instituto Casa Daros.

César Oiticica Filho
Fotógrafo e cineasta, há 15 anos é curador do Projeto Hélio Oiticica, por meio do qual realizou numerosas e premiadas exposições, além de publicação de livros sobre o artista. Seu filme de longa-metragem Hélio Oiticica (2012) foi premiado como melhor documentário no Festival do Rio 2012 e, no ano seguinte, no festival de Cinema de Berlim, conquistou os prêmios Caligari e Fipresci da Associação Internacional de Críticos de Cinema.

Claudia Zarvos
Atua há mais de 25 anos como diretora de arte, designer de livros e de exposições e na coordenação de eventos de arte. Integrou a direção da Casa França-Brasil por 11 anos. Entre os trabalhos realizados nos últimos anos destacam-se os livros Anos 80, embates de uma geração (Barléu, 2010); Coleção Gilberto Chateaubriand 1920 a 1950 (Barléu, 2012) e as exposições “Pulso iraniano” (Oi Futuro, 2011 e Sesc Vila Mariana, 2012) e “Sabine Weiss” (Centro Cultural Correios, 2013).

Frederico Coelho
É professor de literatura e artes cênicas da PUC-Rio. Publicou, entre outros, os livros Eu, brasileiro, confesso minha culpa e meu pecado – cultura marginal no Brasil 1960 e 1970 (Civilização Brasileira, 2010), Livro ou livro-me: os escritos babilônicos de Hélio Oiticica (Uerj, 2010) e Conglomerados/newyorkaises (com César Oiticica Filho, Azougue, 2014). 

Jorge Salomão
É poeta, escritor, compositor, agitador cultural e artista multimídia. Publicou vários livros, entre eles, Mosaical (Gryphus, 1994), O olho do tempo (Diadorim, 1995), Campo da Amérika (Gryphus, 1996), Sonoro (Gryphus, 1997), A estrada do pensamento e Conversa de mosquitos (Jacaré, 2003). Músicas de sua autoria foram gravadas por Cássia Eller, Zizi Possi, Marina e Barão Vermelho. Realizou capas de disco e cenários de shows para vários artistas.

Marcos Bonisson
É artista e mestre em estudos contemporâneos das artes (UFF).  Desde o final dos anos 70, trabalha com artes visuais. Em 2006, seu filme Heliophonia foi exibido na 27ª Bienal Internacional de São Paulo. Publicou o livro Arpoador (Nau, 2011). Em 2013 realizou exposição individual no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. É professor do Iuperj/Ucam.

Paulo Sergio Duarte
É crítico e professor de história da arte. É professor-pesquisador do Centro de Estudos Sociais Aplicados/ Ucam e diretor do Centro Cultural Candido Mendes. Publicou, entre outros, os livros Arte brasileira contemporânea – um prelúdio (Instituto Plajap, 2008), A trilha da trama e outros textos sobre arte (Funarte, 2004, 2ª ed., 2009), Carlos Vergara (Porto Alegre: Santander Cultural, 2003), Waltercio Caldas (Cosac Naify, 2001) e Anos 60 – transformações da arte no Brasil (Campos Gerais, 1998).

Silviano Santiago
É escritor e ensaísta. Em 2013 recebeu o Prêmio Machado de Assis pelo conjunto de sua obra, concedido pela Academia Brasileira de Letras. Entre seus livros de ficção, destacam-se Em liberdade (Rocco, 1981), Stella Manhattan (Metailie, 1993), Uma história de família (Rocco, 1992), O falso mentiroso (Rocco, 2004), Heranças (Rocco, 2008) e Keith Jarrett no Blue Note (Rocco, 1996). Publicou também coleções de ensaios: Uma literatura nos trópicos (Rocco, 2000), As raízes e o labirinto da América Latina (Rocco, 2006) e O cosmopolitismo do pobre (UFMG, 2004). Por três vezes recebeu o Prêmio Jabuti de romance.

Créditos da exposição CALL ME HELIUM